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resenha

Pré-história

Ambientado na realidade distópica em que vivemos, no livro a personagem que se confunde com a autora, faz uma busca em seu passado para ver o momento em que tudo começou a dar errado.

O que é interessante desse livro é que por mais pessoal que ele seja, todo mundo que viu o país se dividindo em extremos, pode se encontrar um pouco nesse livro. As dúvidas que a personagem tem acerca do seu ex-marido são as mesmas que temos em relação a amigos, familiares, colegas, etc. Quando foi que aquela pessoa que a gente julgava conhecer deu adeus ao bom senso e virou nosso “inimigo político”? Quando foi que a política do país começou a permear até as nossas relações pessoais? Ou ainda, como é que não o fazia antes?

Um livro curto em que a personagem revive o passado em busca de sua história e serve também como um momento de catarse para o leitor que vai se identificar e se questionar no meio dessa prosa tão bem escrita.

Sinopse:

Mesmo na pré-história já existe uma narrativa: gravada em pedra, eterna, oculta em alguma caverna prestes a ser descoberta. Assim também o tempo nos ilude, elusivo, tornando infinitas certas cenas que se repetem na lembrança e de certa forma nos moldam. O novo livro de Paloma Vidal é uma pequena e vigorosa obra-prima, que une com delicadeza os laços das eras mais remotas aos de agora, costurando no tempo uma escrita que vai além da memória, numa espécie de investigação arqueológica que toma a forma de uma carta de amor urgente e retroativa. Com habilidade, a narradora nos enreda em sua trama de tom altamente pessoal, apresentando cada elemento que compõe o mosaico de uma história de amor única — a estrelinha vermelha, o esconderijo do barco — e cada um dos polos opostos que irão inevitavelmente se atrair, apertando os laços em nós cada vez mais difíceis de romper.

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