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Os mundos fantásticos de D. R. Laucsen

Se você gosta de histórias de fantasia, terror ou ficção científica, precisa conhecer o autor D. R. Laucsen. Só pela forma como assina as suas histórias já dá pra sentir que esse escritor vem da escola de Stephen King e J. R. R. Tolkien!

Com textos que brincam com o desconhecido e se passam em espaços que mezclam o real e o irreal, Laucsen cativa pela sua criatividade e é prova viva que nem todo escritor vem de humanas 😉

Como você se chama e a que se dedica quando não está escrevendo?

Meu nome é Diego Laucsen, me apresento como D. R. Laucsen. Além de escritor, eu sou Engenheiro de Software e atualmente trabalho ainda um pouco como Eng. de Software. Entretanto hoje em dia me dedico quase 100% do meu tempo para escrita. Além dos meus livros e contos, mantenho meu blog e tenho um PodCast em andamento.

Quando se descobriu escritor? 

Eu flerto com a “contação de história” há tanto tempo que nem lembro, mas minhas primeiras tentativas de escrita começaram aos meus dezoito anos, quando comecei a morar sozinho para estudar. Entretanto nunca levei tão a sério, a ponto de dedicar muito tempo à escrita.

Foi só em 2017 que comecei a trilhar o caminho de trabalhar apenas quatro horas pra me manter enquanto dedicaria o resto do meu tempo para a escrita dos meus livros.

Sobre o que você escreve? O que te inspira?

Eu sempre fui apaixonado por fantasia medieval e escrevo muito histórias imersas nesse tema. Entretanto, eu me descobri escritor de Sci-Fi quando comecei a ter ideias mais complexas para contar uma história mais dramática envolvendo tecnologia ou descobertas assustadoras do universo desconhecido. Com o tempo também comecei a me interessar por horror urbano, principalmente por influência de Stephen King, o que me trouxe muitas inspirações.

Como você descreveria o seu estilo de escrita?

Eu trabalho em dois estilos de escrita. Um para os romances (livros) e outro para os contos. Quando escrevo um conto, eu foco em contar uma história pilular com um objetivo. Já nos romances, eu sigo a Dramaturgia Grega, que foca na construção do personagem e na conexão dele com o leitor.

Independente se é um conto ou um livro, eu tenho uma meta: sempre contar apenas o que é necessário. Tento trazer uma escrita limpa e direta, usando termos populares, evitando longos textos enrolados e trechos que não acrescentam muito para a história. Em resumo, conto o básico sempre deixando espaço aberto para a criatividade do leitor.

Onde podemos encontrar as suas histórias?

O Aurora Estelar, que é meu carro chefe, pode ser encontrado em meu site. Ele pode ser adquirido no formato Físico e Digital (PDF, Mobi e Kindle).

Já o Porto das Pedras, meu primeiro livro, está em processo de relançamento, com um novo design, seguindo a linha do Aurora Estelar.

Meus contos e artigos de opinião estão todos disponíveis no meu blog. Conto: Caminhos Divididos (2º no concurso Sci-Fi Revista Ecos).

Alguns contos merecem atenção especial, pois foram lançados no Catarse do Aurora Estelar e ainda não estão disponíveis. A Grande Fila, O Destino de Zeta Leonis, A Bruxa da Floresta, Os Moinhos do Progresso, A Primeira Proibição Primordial: em breve em minhas redes sociais.

Quais são as suas principais referências?

Stephen King e Bernard Cornewell são para mim meus contadores de histórias favoritos. Senhor dos Anéis é certamente o projeto que mais me influenciou durante minha vida. Dan Brown é meu guia no sentido de pensar em uma história que cola o leitor. Cito ainda alguns que me inspiram: Neil Gaiman e Andrzej Sapkowski.

Como é ser escritor independente?

A maior dificuldade de ser independente é sempre como encontrar a maneira de realizar cada etapa da produção e venda de um livro. No início era difícil transformar meu rascunho em algo legível. Então fiz cursos e tive que me dedicar sozinho a essas tarefas. Depois cheguei na parte de produzir o livro e tive apoio de um estúdio de Curitiba, que me ajudou até a etapa de realização de um financiamento coletivo para produzir o livro.

Depois dessa fase, pensei se procuraria uma editora ou não. No fim optei por imprimir meus livros e realizar a venda por mim mesmo e é nessa fase que estou. Fazendo marketing e vendendo. A grande mensagem que fica para quem quer ser escritor independente é essa: você deve estar pronto para aprender tudo que for preciso, por conta próprio ou com ajuda de outros.

Quais foram os seus maiores desafios nessa jornada?

Até o momento, certamente, o maior desafio é a venda. Ainda estou descobrindo meu público e aprendendo a utilizar ferramentas de Marketing Digital para me ajudar. Entretanto, antes disso, o Financiamento Coletivo foi certamente o que mais me deu trabalho.

Hoje se eu pudesse ter voltado atrás, eu teria imprimido direto meus livros, pois o FC foi um período muito conturbado e não gerou muito resultado. Mas isso depende de ter uma boa grana para investir na impressão, pois não é barato imprimir em lote.

E as maiores conquistas?

Existem dois eventos em minha mente que me deixam muito feliz. Um deles foi tirar o segundo lugar no concurso de Sci-Fi da revista Ecos com meu conto Caminhos Divididos. Eu lembro de estar em um momento delicado da vida, e uma manhã, quando abri meu email recebi a notícia. Foi muito recompensador saber que muitas pessoas estavam gostando do meu conto.

O outro foi quando coloquei a mão no meu livro impresso  “Aurora Estelar” pela primeira vez. Ver aquela capa linda em minhas mãos foi realmente emocionante.

Que escritores nacionais e independentes você admira e recomenda

Hoje o escritor brasileiro que mais sigo e gosto de ler é Eduardo Spohr. Seu universo que descreve guerras entre Anjos e Demônios é um tema que sempre gostei. Já em relação a independentes ainda tenho uma lista de escritores que quero ler, mas não a explorei com dedicação.

Quais são as suas 3 dicas de ouro para quem está começando?

A principal dica que deixo para outros escritores independentes é perseverança. O caminho é árduo e pensamos em desistir muitas vezes em desistir. Um outro ponto interessante é que temos que ser auto-didatas. Criar um estilo que seja cativante requer bastante estudo e pesquisa.

Por fim, um ponto que aprendi a prestar muita atenção, é que sempre temos que contar histórias sobre personagens que parecem verdadeiros. É assim que nós leitores nos conectamos com a história. O mundo pode ser fantástico, mas para que a história seja atrativa, precisa também de personagens fantásticos e verdadeiros.

Quais são seus planos para o futuro como autor independente?

Hoje estou com dois projetos em vista. Um deles é uma história (ou série de histórias) de Horror Urbano na cidade de Florianópolis, inspirado nas bruxas Franklin Cascaes.

Um outro projeto: eu e um amigo meu (também escritor) estamos procurando outra maneira de contar nossas histórias através de jogos. Até o fim deste ano estaremos lançando nosso primeiro jogo.

Por onde o público pode conhecer o seu trabalho?

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Por Regiane Folter

Me chamo Regiane, tenho 28 anos e sou natural de São Paulo. Me formei em jornalismo e desde então trabalho com comunicação, principalmente produção de conteúdo e marketing. Tenho uma página no Medium, na qual publico periodicamente desde 2017, além de escrever para outros portais. Recentemente publiquei meu primeiro ebook de histórias curtas, AmoreZ, pela Amazon.

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