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As dicas da autora Caroline Pestana

Quando entrei em contato com a Caroline Pestana e propus entrevistá-la para essa série de conversas com escritores e escritoras independentes que venho publicando no Escritor Brasileiro, confesso que não conhecia muito de sua trajetória. Porém, depois de conversar com a Carol e pesquisar sobre o seu trabalho nas redes, percebi que temos várias coisas em comum: ambas somos de São Paulo, escrevemos desde que nos entendemos por gente, admiramos as pessoas que escrevem de forma mais rebuscada e “com floreios”, e por aí vai.

A escrita sempre foi para mim um ponto de encontro, primeiro comigo mesma e depois com os demais. É uma ferramenta fantástica que gera situações como essa, de conexão, entre pessoas como eu e a Carol e tantas outras, que descobrem colegas e se apoiam nesse caminho árduo da escrita indepedente. Escrevendo e compartilhando nossas histórias percebemos que somos muito mais parecidos do que distintos. Que tal ler a entrevista da Caroline Pestana para a Escritor Brasileiro e descobrir mais sobre essa autora incrível?

Como você se chama e a que se dedica quando não está escrevendo?

Me chamo Caroline Pestana e, quando não estou escrevendo, você pode me encontrar lendo, estudando, trabalhando na área jurídica, ou apenas descansando e conhecendo novos lugares.

Quando se descobriu escritora?

Acho que me reconheci como escritora na adolescência. Sempre gostei de inventar histórias, desde pequena, e no final da infância escrevi um poema para um projeto escolar que acabou sendo publicado. Foi quando comecei a realmente escrever minhas histórias e guardá-las comigo.


Sobre o que você escreve? O que te inspira?

Eu digo sempre que escrevo sobre pessoas. A escrita foi o meio que encontrei de tentar entender traumas e eventos marcantes que aconteceram na minha infância, e através dela passei a entender melhor outros pontos de vista. Mesmo quando escrevo sem pensar muito, sem planejamento, vejo depois que são traços muito reflexivos sobre o que motiva as pessoas, o que as torna quem são, de onde vêm suas ambições. Então hoje vejo que o que me inspira são pessoas.

Como você descreveria o seu estilo de escrita?

Eu me vejo como um estilo bastante direto, realista, busco sempre usar uma linguagem simples e clara. Admiro pessoas que escrevem com floreios exatamente porque nunca consegui ser assim, em nada. 

Onde você publica seus textos?

Tenho um blog onde costumo postar textos semanais, mas que atualmente estão suspensos por questão de agenda e até mesmo pois tenho me dedicado a um romance.

Quais são as suas principais referências?

Quando falamos em Brasil, não tem referência maior que Clarice. É alguém que desde cedo me gerou uma identificação muito grande, e se tornou um ideal. Gosto de referências amplas no sentido dessa escrita realista, que consegue trazer grandes questões por meio de vivências simples, comuns. Aprendi muito com Javier Cercas, Hemingway, Vargas Llosa, Carson McCullers, e os russos, no geral.

Como é ser escritora independente?

É cumprir todos os papéis que forem necessários, rs! Como independente a gente se vê numa multiplicidade de demandas para uma única fonte. Tem que cuidar de todos os aspectos que envolvam desde criação, produção, divulgação e venda do livro, sendo essencial fazer boas escolhas para produzir um bom resultado, então acho que se resume a muita pesquisa e paciência.

Quais foram os seus principais desafios nessa jornada?

O principal desafio é encontrar bons profissionais em quem confiar. Eu sempre busco pessoas extremamente críticas e com muita experiência, que não tenham receio de apontar tudo o que pode ser melhorado no texto, porque afinal, tudo sempre pode ser melhorado, rs. Quando se é novato no mercado editorial, essa é uma tarefa difícil.

E as maiores conquistas?

Exatamente nisso, sinto que tive uma sorte muito grande de desde o início encontrar profissionais excelentes, fazer verdadeiros amigos e trocar não apenas conselhos e críticas, mas bobeiras da vida, leveza e risadas.


Que escritores nacionais e independentes você admira e recomenda?

Tem muita gente incrível, é difícil recomendar de maneira generalista, porque para cada gênero específico consigo pensar em vários autores que tem surpreendido. O que tento fazer, sempre que possível, é visitar sites de editoras independentes como a Taverna, Patuá, e adquirido alguns exemplares, investido no desconhecido. 

Quais são as suas 3 dicas de ouro para quem está começando?

Ler, escrever e reescrever. São as únicas três coisas que precisamos. Ler muito, de tudo e com um olhar crítico e atento às construções, erros e acertos de cada obra. Escrever, abraçar com forças o clichê de que “a prática leva à perfeição”. Acima de tudo: reescrever. Nenhuma obra prima foi a primeira versão de uma história.

Quais são seus planos para o futuro como autora independente? Próximos projetos em vista?

Como mencionei, estou imersa em um romance que se desenrola a partir de um assassinato no interior paulista. Passei muitos meses no ano passado me dedicando a pesquisas, leituras, planejamento, estudos, entrevistas, e agora o projeto tem ganhado vida.

Por onde o público pode acompanhar o seu trabalho?

Além do meu blog no meu site, eu tenho um contato muito próximo com colegas e leitores através do Instagram.

1 resposta em “As dicas da autora Caroline Pestana”

muito boa a entrevista deu pra sentir que a autora Caroline foi sincera e direta e além do mais nos presenteou com excelentes dicas ser um escritor /escritora naõ é fácil tem os seus desafios mas quando conseguimos lançar uma obra e ver a espressaõ de surpresa e satisfação dos leitores e amigos isso naõ tem preço é como chegar numa escalada no topo do Everest.

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