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A montanha russa do autor Anton Roos

Para Anton Roos, a experiência como escritor independente é cheia de altos e baixos, momentos de êxtase e também de dúvidas existenciais. Esse jornalista, professor e escritor já tem livros publicados e continua se jogando na montanha-russa com novos projetos e histórias que ainda quer contar por aí.

Nessa entrevista, conheci esse colega que também veio do jornalismo e que brinca com as palavras há vários anos, como suas diversas publicações pela Amazon demonstram. Esse papo foi só um primeiro contato com o estilo de escrita desse autor, fiquei com gostinho de quero mais! Espero que vocês também 🙂

Como você se chama e a que se dedica quando não está escrevendo?

Anton Roos, minha formação é o jornalismo. Atualmente, estou professor de inglês.

Quando se descobriu escritor?

Eu tento me descobrir escritor a todo instante. Não lembro de nenhuma história minha com a escrita na infância, creio que o jornalismo me direcionou para a escrita, primeiro escrevendo crônicas, depois em arriscando na ficção. Publiquei meu primeiro livro em 2014, à época era apenas uma compilação de crônicas que havia escrito entre 2009 e 2013. De lá pra cá, foram muitos altos e baixos, por isso acredito que essa seja uma descoberta constante.

Sobre o que você escreve? O que te inspira?

Eu gosto do absurdo, o que foge à normalidade. Gosto de personagens imperfeitos, estranhos, distantes do lugar comum. Tudo que fuja desse padrão “felizes para sempre” me inspira.

Como você descreveria o seu estilo de escrita?

Pergunta difícil. Gosto de escrever, pensando que meus leitores consigam identificar meu estilo nos meus textos. Se isso acontecer, me basta.

Onde você publica seus textos?

Já publiquei em formato impresso, a maior parte de maneira independente. Ano passado, publiquei em formato e-book. Atualmente tenho três projetos, os quais espero publicar em breve.

Quais são as suas principais referências?

De Tolkien à McEwan, flertando com Gay Talese, ainda que seja uma referência do jornalismo literário e recentemente, Daniel Galera, Arnon Grunberg e Michel Houellbecq.

Como é ser escritor independente?

Se for pra resumir em duas palavras: difícil e cansativo. É uma luta diária, uma montanha russa, um dia as expectativas são as melhores, no outro, a impressão é que não fará diferença nenhuma se continuarmos ou não escrevendo.

Quais foram os seus principais desafios nessa jornada?

Ser lido, conquistar um público. Isso é o maior desafio do escritor independente.

E as maiores conquistas?

Todo e qualquer feedback sincero é uma conquista que precisa ser comemorada

Que escritores nacionais e independentes você admira e recomenda?

Rodrigo Tavares, André Timm, Davi Boaventura, Daniel Gruber, Eury Donavio, Myriam Scotti entre outros. Atualmente, a maior recomendação é LEIAM Natália Borges Polesso.

Quais são as suas 3 dicas de ouro para quem está começando?

Escreva muito, leia muito e tomem muito cuidado com excesso de tapinhas nas costas, especialmente vindo de familiares e amigos, dê preferência para opiniões um pouco mais profissionais.

Quais são seus planos para o futuro como autor independente?

Tenho três projetos em andamento. Um romance que comecei a escrever em 2017 e espero lançar em breve, uma novela voltada para o publico juvenil e uma coletânea de contos que gostaria de lançar em livro num futuro próximo. Além disso, tenho um esboço/ideia para um novo romance, mas só devo me dedicar a ele depois que conseguir lançar o que já está mais encaminhado.

Por onde o público pode acompanhar o seu trabalho?

Basicamente, no Facebook, além do perfil, tenho página por lá e no Instagram.

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