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Humanas vs Exatas

Sou de humanas, mas tenho que confessar que às vezes deixo a matemática tomar conta da minha vida. Organizo meu tempo em blocos de horas, meço minhas atividades e calculo meus planos e ações centímetro a centímetro para gerar um dia com 100% de aproveitamento. Produtividade total.

Faço listas, defino metas, coloco o despertador antes de dormir e no dia seguinte começo tudo de novo. Check, check, check. Vou marcando cada tarefa terminada na agenda e me sinto eufórica. Mas, quando não consigo completar tudo que tinha na to do list, me sinto uma farsa.

Um dia matemático rende que é uma beleza e a eficiência me apaixona. Ou será que o que me apaixona é a sensação de dever cumprido, de saber que cheguei lá? Que me propus algo e fiz acontecer? Que sou capaz? Não sei ao certo. Só sei que, algumas vezes, os números se acumulam, se embaralham e eu me confundo, me embanano toda. Perco a linha e o foco.

O objetivo desaparece do meu campo de visão e nesses momentos parece que não há fórmula ou cálculo que me leve ao x da questão. De repente, percebo que preciso mudar de perspectiva. Sair do meu universo matemático e voltar às origens. A solução é me jogar no meu lado de humanas, a parte que sempre amou português e literatura no Ensino Médio e que não queria saber nada de mais, menos, vezes ou qualquer outra operação.

Então me jogo num livro, maratono uma série, deixo o pensamento descansar em uma overdose de histórias (são sempre elas, minhas heroínas) e logo me acalmo. Uma mente serena é o que preciso para visitar o meu âmago e rever o que aconteceu. Meditar, relembrar, agradecer. Compreender que todos temos nosso yin e yang, extremos que fazem de nós quem somos. Às vezes precisamos mais de um lado, às vezes mais do outro. E, em outras ocasiões, precisamos do equilíbrio entre ambos para respirar fundo e recomeçar.

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