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prosa poética

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Você já olhou para o seu reflexo e refletiu sobre todas as versões que você já foi e que você ainda pode ser? Eu penso nisso quase todo o dia, mas não com curiosidade ou orgulho, e sim com medo.

Sei que tem partes de mim que não são tão belas nem tão gentis como deveriam. Elas revelam um lado que eu nunca quis ter, um lado que eu evito a todo custo. Não quero ser uma pessoa ruim e, muito menos, quero ser alguém que machuca os outros por causa do descontrole de seus próprios sentimentos. 

Quando essas partes se mostram, por debaixo da minha pele, me sinto enjoada. Não é certo. Não é bom. Porém, não posso evitar de ter esses pensamentos amargos. É como de fosse um processo natural. Eu os engulo com raiva, com tristeza e me vejo sangrar por dentro. 

No lugar, tento plantar pensamentos melhores que possam brotar e espalhar coisas boas. Só que as sementes podres sempre voltam para me assombrar. Será que eu sou uma pessoa boa? Será que eu estou fazendo o suficiente para ser a minha melhor versão? Às vezes, não sei dizer. 

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