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prosa poética

Embate de duas faces

Uma roupa pendurada contra o armário, aquecendo-se com o sol que entra pela janela. O contraste entre as faces do tecido do suéter e do revestimento de madeira do guarda-roupa, iluminadas e flamejantes, e das superfícies escurecidas por um não-luz (chamar de ‘sombra’ satisfaz?): notável e intrigante. O que vê o suéter pela fresta da janela? O que quer o sol ao penetrar pelo quarto e acender um canto mergulhado na penumbra? O crédito é da luz? Alumna, desalumiada, apagada, a sombra assombra e molda o desenho no quarto. A penumbra, o escuro e a sombra são a outra face. Quem predomina nesse embate?

4 respostas em “Embate de duas faces”

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