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prosa poética

Dias em pandemia

Só vejo as paredes, as janelas e o mudar das estações. Não sei mais como são os cheiros, as vozes e os toques das pessoas que eu amo, que antes eu costumava ver uma vez que outra. Parece que agora eles são fantasmas de um passado distante.

De uma vida que já não existe mais, habitando apenas nos becos da minha memória. Cada dia que passa sinto essa dor no peito aumentar, mas não há nada que possa ser feito. Estamos presos dentro dessas jaulas que se tornaram nossas casas.

Sair é um perigo. Viver se tornou uma sobrevivência. E a saudade é a nossa nova rotina

2 respostas em “Dias em pandemia”

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