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O Bom senso é ser Radical

Portanto, entre ser a raiz (Radical) e o “Bom senso” (Meio-Termo), prefiro a raiz (Radical), plantada no mesmo chão que as outras raízes, com as mesmas oportunidades de crescer igualitariamente.

 O “antônimo” da “obscena” palavra radicalismo é o “heroísmo” dado ao vocábulo “Bom senso” na politização nacional. Na língua portuguesa o termo “Radical” é originário do idioma latim “Radicalis”, curiosamente nasceu do substantivo “Radix”; traduzido “relativo a raiz””. 

Aristóteles, filósofo grego, do século 4 A.C (Antes de Cristo),  desenvolveu pensamentos em que o “Bom Senso” foi fundado na prudência e a sua compreensão deveria ser o sinônimo do “bom entendimento” ou “correto discernimento”. 

Ninguém é sensato, admitindo a essência natureza humana comum; o “Bom Senso” não se relaciona  com base na ciência ou na opinião, interpretamos o ato do “Ser Humano” pelo critério da igualdade.

A vida não é estática, porque a dimensão das condutas que a existência impõem têm consequências e se reproduzem. Concluindo: não existe um padrão para o “Bom Senso”.

Voltando a Aristóteles, o filósofo exemplifica o “Bom Senso” a situação dos pedreiros da Ilha grega de Lesbos, que mediam as distâncias entres as paredes dos templos adequando a régua com as devidas dimensões que as colunas necessitavam. Criando o que conhecemos hoje por fita métrica e calhando devidamente a frase “Não me meça com a sua régua”.

Julgamos motivados por sentimentos, interesses, ambições e outras capacidades morais, estamos submissos à realidade. Pressupondo que o “Bom Senso” é tratado genericamente como verdade e reagimos ao fato de forma correta e adaptada à circunstância. 

A palavra polarização é a mais citada na mídia e a urgência da necessidade do “Bom senso” na construção da terceira via de uma candidatura à presidência da república para competir com os extremos. 

Traduzindo o significado da mídia dado ao “Bom Senso” (terceira via) aparenta mais com o substantivo Meio-termo, nos dicionários é sinônimo de moderado, média e intermediário. Partindo desta  fecundação midiática do Meio-termo, qual seria a atitude de “Bom senso” nestas situações:

1% mais rico do Brasil já detém metade da riqueza nacional  x População abaixo da linha da pobreza triplica e atinge 27 milhões de brasileiros

Maiores bancos lucram R$ 21,8 bilhões no 1º trimestre  x Os três maiores bancos brasileiros demitem mais de 10 mil trabalhadores em plena pandemia do coronavírus.  

Como seria a solução desses graves problemas? 

Deixaremos 13 milhões de brasileiros abaixo da linha da pobreza e a parcela dos mais ricos sobe para 2%? Ou cortamos os lucros dos maiores bancos para R$11 bilhões e tranquilizamos os banqueiros com cinco mil demissões na pandemia?

Portanto, entre ser a raiz (Radical) e o “Bom senso” (Meio-Termo), prefiro a raiz (Radical), plantada no mesmo chão que as outras raízes, com as mesmas oportunidades de crescer igualitariamente.

E por favor, não confundir  o radical com os criminosos, de decisões irresponsáveis, loucas e boçais .

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