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Crônica de um amante do jornalismo

Antes de tudo, quero deixar bem claro que não sou formado em Jornalismo e não exerço a profissão, apenas sou um jovem de 17 anos que descobriu a paixão de sua vida:

O jornalismo.

Ele chegou na minha vida como um trem desgovernado. Depois de um tempo querendo ser advogado (todos cometem erros), o jornalismo voltou a aparecer para mim após o dia 20 de janeiro de 2021.

Nesse dia aconteceu a posse do atual presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, mas além desse evento histórico, aconteceu outra coisa que mudou os rumos da minha própria história… eu assisti pela primeira vez uma notícia. Não estou exagerando – talvez eu esteja -, eu não acompanhava notícias de jeito nenhum. TV? Não. Jornal? Não. Internet? Não. Minha existência era desconectada do mundo à minha volta.

Lembro do meu pai falando para mim quando, de manhã, eu ligava a tevê para assistir desenho animado enquanto tomava o café matinal, me fortalecendo para um dia na escola:

ーPor que você não assiste o jornal, meu filho? É melhor que essa porqueira.

Eu, no auge dos meus anos de infância, nunca que ia mudar do meu desenho para assistir notícias chatas. Esse pensamento evoluiu para uma preguiça e para vídeos do YouTube.

ーPor que você não assiste o jornal, meu filho? É melhor que essa porqueira.

Mesmo já sabendo do meu desejo de me tornar jornalista, eu ainda não consumia notícias… até que no começo desse ano, há mais ou menos uma semana antes do Biden assumir o cargo de Presidente dos EUA, eu estava passando pelos canais quando caí num anúncio da CNN Brasil, que iria transmitir, junto com a sede americana, a posse. Eu me interessei muito (os anúncios deles são muito bons) e até disse pra minha mãe que iria acordar cedo para assistir desde o começo.

E eu fiz isso.

Não me lembro a hora de acordei, mas me lembro que fiquei assistindo até o Biden chegar, lá pelas 14:00 da tarde.

E partir daquele dia, eu não parei mais.

Quando menos percebi, comecei a seguir um MONTE de jornalistas nas redes sociais e publicar artigos no site do Diário do Nordeste, um jornal local de grande veiculação (não é um jabá).

Porém, o momento que a ficha caiu aconteceu num dia desses. Estava pesquisando sobre a questão de Israel e Palestina para um artigo que nem vai ser continuado. Assim que terminei de assistir um vídeo sobre a história da Palestina e fazer minhas anotações, veio em mim dois sentimentos de orgulho e felicidade.

Orgulho por estar fazendo algo que amo.

Felicidade pelo o que aquela simples pesquisa representava: meu amor pelo jornalismo, o amor pela curiosidade, por conhecer e aprender coisas novas e fora da minha zona de conforto.

O jornalismo tem muito disso em seu sangue: o novo e o que pode ser aprendido com uma matéria factual diária, uma grande reportagem ou uma simples crônica.

E acima de tudo, ele teve um papel imprescindível na minha vida… Ele me salvou e me fez amar a profissão que escolhi para o resto da minha existência.

2 respostas em “Crônica de um amante do jornalismo”

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